quarta-feira, 9 de março de 2011

Março


Diz que você está perto de mim, que eu juro que farei o possível para acreditar.
Eu não preciso ver; Eu não preciso ouvir; Eu só preciso saber – sentir eu sempre ei de sentir.
Ah, se eu pudesse escolher... Acho que mesmo assim apostaria em você.
Estou guardando cada detalhe teu dentro de mim, pois sei que depois é de lembrança que vou viver.
Lembrança e esperança.
Esperança que é tão boa, mas que ao mesmo tempo me fere tanto. Tão boa por me fazer acreditar que logo irá voltar.
Esperança mais absurda ainda é acreditar que sequer irá partir.
Ei, não fuja por não crer em mim. Eu sei que não quer que seja assim.
Me faça acreditar que todo dia irei ouvir tua voz me chamando.
Mas se for embora, me chame mesmo assim. Que eu prometo te atender e tentar acreditar que você não está. Mas você está. E sempre estará.
Por favor, não se vá. Não se vá de mim.

terça-feira, 1 de março de 2011

You're my sunshine


E eu, que estou acostumado a te ver todos os dias, Sol?
O que faço, se agora o que me vem é a chuva?

Todas as manhãs, tua luz era o que me fazia levantar da cama.
Hoje, acordo com o vento cinzento que bate na janela e me faz sentir indiferente, assobiando que gosta de mim, mas que só veio me despertar.
Às vezes, vejo teu brilho cegante escondido por entre as nuvens.
Me alegro, mesmo sabendo que você que quis fugir assim...
Às vezes, me dou conta o quão distante e apagado está de mim.
Mas mesmo assim sinto teu calor aqui.

Pois então, vá! Vá e volte apenas no próximo verão.
Mas não volte para me aquecer, pois me acostumei com esse frio, com a chuva que me lava a alma, com a lua que me ilumina no teu lugar...
Volte somente se quiser brilhar, que ainda estarei aqui para te observar, meu Sol.

domingo, 22 de agosto de 2010

O irreal não me engana


Às vezes eu me chateio por coisas tão tolas que se alguém me pergunta o que houve, nem eu sei dizer. Às vezes até sei, mas prefiro esconder.
Estava eu, trancado no meu quarto, me afogando em possibilidades que, talvez, só existam ao meu pensar. Eu mergulho de cabeça nesses pensamentos não muito bons, e o ambiente ao meu redor parece sombrio, sinto um clima pesado e um cansaço nos ombros. Eu sei que fora há uma chuva infernal que se misturaria com minhas lágrimas, caso eu estivesse lá. Minha vontade é deitar naquela cama e me entregar à tristeza que me cutuca e me chama pra abraçá-la.
Passa um tempo. Eu continuo com aquela ideia de antes, mas eu prefiro acreditar que eu estou errado. Eu prefiro acreditar na mentira, desde que seja bem contada e me faça bem, me engane.
Olho por cima dos meus ombros e vejo uma luz inconfundível iluminando a sala. É o sol. Eu acreditei no mundo que eu imaginei, mas prefiro viver a realidade. Para quê estar triste se o dia está sorrindo para mim? Agora meus ombros estão erguidos e estou indo lá fora para o sol secar estas lágrimas e absorver todo o peso das minhas costas.

Eu corri para fora antes que o sol fosse embora e esquecesse de me regar.
Minutos são suficientes.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A festa


Me deito e basta. A festa começa. Pessoas, das quais me recordo, surgem pouco a pouco pelos cantos. A música toca alta. Cada cômodo que olho assustado penso ver você. Mais atento: é você no meio de toda aquela gente, se destacando apenas aos meus olhos. A música pode estar agora no volume máximo. Mas só o som da tua suave voz ecoado em minha mente consigo ouvir. Nada me engana, só você se movimenta daquela maneira. Eu tento me aproximar, mas as pessoas ali dançando parecem querer impedir isso. Você me olha como quem precisa de ajuda. Sabemos que não da minha. Não me importo. Eu sei que estou aqui para isso, para te tirar dessa festa infernal que não nos agrada nem um pouco. Finalmente, chego cerca de ti, seguro tua mão e tento encontrar alguma saída. Agora com você junto a mim, tudo parece mais fácil. Os "convidados intrusos" parecem não mais se importar com nossa ligação. Eles desmancham enquanto passamos por eles. De repente, as luzes se vão e um breu imenso cobre o espaço ao nosso redor. Aos poucos, sinto tua mão largar a minha e não consigo distinguir se é por tua vontade. Isso me encabula. A ausência da claridade me implica, mais ainda a sua. Num relance, a escuridão se vai e tudo e todos parecem ter ido junto. Não há nada e mais ninguém. Eu me sinto na única opção de fechar os olhos para esconder aquele enorme vazio a minha volta. Me deparo com outro vazio. Só que agora, dentro de você em mim. E me recordo do momento em que te deixei partir e tentei te ouvir dizer. Não consegui saber se disse "tchau" ou "te amo". Inútil. Da mesma forma, continuo seguro que nada vai mudar e vou te ver outra vez. Te sinto e abro os olhos. Acordei. Ontem, a festa não foi como havia planejado. Você quis assim.

sábado, 26 de junho de 2010

Sin chistes


Voy a enseñarte a reir sin que hayan chistes.
Y no te darás cuenta que has aprendido. No tendrás ni tiempo para pensar.
Solo vas a querer reir, no más llorar. Reir sin saber la razón, es reir con el corazón.
Esto es lo que me haces sentir.

domingo, 20 de junho de 2010

Rainbow


Sonhe que saltitou sobre as macias nuvens, escorregou levemente pelo arco-íris, gargalhou junto a um anão e que possuiu o valioso pote de ouro.
Fique feliz. Pois ao despertar, saberá que realmente viveu todas aquelas sensações.
Confira dentro de ti, e sentirá.
Quanto ao pote de ouro? Não se iluda. O pote de ouro ficou apenas no irreal, mesmo.
Confira por debaixo do travesseiro, e não encontrará.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Silencio


Lo que oyes del silencio no es nada más que la voz de tu imaginación.

Ilusión.

Tu tienes alas


A veces cuando estás tristes y te sientes en el suelo, empiezas a caminar mirando al frente, sin mirar atrás para ya no sufrir.
Te olvidas que existen otras direcciones.
Entonces, si mirás arriba de tu cabeza, verás la inmensidad que es el cielo y te darás cuenta de cuan hermosa es la vida y que no vale la pena seguir sufriendo por momentos pasados.
El temor de tu corazón se irá.
Serás valiente y mirarás por tus hombros. Verás que tienes alas, que puedes volar y fugir dejando atrás toda la tristeza que te había aprisionado.

Es questión de coraje.